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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Ciência em Psicologia

Podemos rezar pela vítima do cólera, ou podemos lhe dar quinhentos miligramas de tetraciclina a cada doze horas. [...] Podemos tentar a quase inútil terapia psicanalítica pela fala com o paciente esquizofrênico, ou podemos lhe dar trezentos a quinhentos miligramas de clazepina. Os tratamentos científicos são centenas ou milhares de vezes mais eficazes do que os alternativos. Renunciar à ciência significa abandonar muito mais do que o ar-condicionado, o toca-disco CD, os secadores de cabelo e os carros velozes (Sagan, 1996/2006, p. 25-26).

Podemos, enquanto psicólogos, lutar pela promoção do método científico em Psicologia, ou podemos, junto à Psicanálise, ser colocados no barco das abordagens de eficácia questionável. Acredito em uma Psicologia vista não como um "recurso alternativo", mas como um fazer científico complementar e independente cujo objeto de estudo é o comportamento.