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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Entre os genes e o ambiente: a multiplicação individual da inteligência

Uma vez discutida a hipótese dos multiplicadores sociais -- pelos quais se faz possível aumentar a inteligência média de uma população em um curto espaço de tempo --, resta esboçar uma explicação de como os genes e o ambiente, em conjunto, modulam o desenvolvimento individual e diferencial da inteligência.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Efeito Flynn: a multiplicação social da inteligência

Após ter apresentado as duas medidas de inteligência tradicionais, QI e fator g, é tempo de trazer ao palco um tema intrigante: o efeito Flynn. Esse fenômeno diz respeito aos ganhos exponenciais de QI ao longo das gerações. Na Argentina, por exemplo, constatou-se, no espaço de apenas uma geração (30 anos), um aumento de 18 pontos (pouco mais que um desvio padrão) no desempenho médio das pessoas no teste Matrizes Progressivas de Raven. O escore total de crianças e adultos nas escalas Wechsler (WISC e WAIS-III, respectivamente) também vem inflacionando. O que está acontecendo, afinal? Estamos, com o passar das gerações, ficando mais inteligentes? Quais variáveis explicam esse fenômeno? Tentarei, com base nas ideias de James R. Flynn (2006, 2009), tecer respostas razoáveis para essas perguntas.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Medidas de inteligência

Conforme expus em uma outra ocasião, o conceito de "inteligência" empregado no senso comum não destoa, em essência, do conceito trabalhado na academia. De modo genérico, "inteligência" denota a capacidade geral para aprender, raciocinar e resolver problemas de conteúdo cognitivo. Podemos medi-la através de testes validados e padronizados, e seus dados têm sido largamente utilizados nas clínicas psicológica e educacional e em pesquisas inter, multi e transdisciplinares. A conceituação e as medidas da inteligência vinham sofrendo severos ataques até bem pouco tempo, mas nenhum modelo alternativo encarou satisfatoriamente os problemas da cognição e de sua mensuração. Tentarei, nos parágrafos subsequentes, conceituar e diferenciar duas medidas tradicionais da inteligência: o QI e o fator g.