sábado, 13 de agosto de 2011

Contingências, coincidências e superstições

Às vezes, andando pelo centro de Bom Despacho, minha cidade natal, avistava de longe um amigo ou conhecido. Quando nos aproximávamos, notava que a pessoa que avistara não era quem eu havia imaginado. Isso acontecia com certa regularidade, e o que estava por vir deixava-me com uma pulga atrás da orelha. Alguns minutos após o engano, eu acabava eventualmente encontrando meu conhecido. Impressionado, deixava-me seduzir pela ideia de que aquele equívoco se tratava de premonição (sinal de que algo vai acontecer) ou telepatia (sentir à distância). Era excitante imaginar que podemos ter superpoderes ou estranhas habilidades superdesenvolvidas. Era. Hoje, mais cético e instruído sobre o comportamento humano, tenho nas mangas explicações razoáveis para os eventos que nos convidam à superstição e à pseudociência.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Ambiente(s), determinismo(s) e mal-entendido(s)

A história de diferentes povos seguiu diferentes rumos não por causa de diferenças biológicas entre esses povos, mas por causa de diferenças ambientais (Diamond, 1997). No âmbito do que venho estudando, os povos europeus são mais ricos e menos religiosos não em razão de sua maior inteligência, mas em razão de circunstâncias ambientais diferenciadas que caracterizaram seu percurso histórico.

Esse comentário, que postei antes de ontem (30/07) no meu mural do Facebook, rendeu uma discussão assaz interessante e apimentada. Um grande e velho amigo que tenho tomou-o como alvo de críticas contundentes, colou-o e ridicularizou-o em seu próprio mural e reservou-me conselhos e adjetivos depreciativos. Em vista disso, decidi tecer uma breve explicação do que quis dizer com aquelas palavras, bem como tentar resolver alguns mal-entendidos sobre ambiente(s), história(s) e determinismo(s).