Há cem anos atrás, John B. Watson (1913/2008) teve seu impactante artigo "A
Psicologia como o behaviorista a vê" publicado. Também conhecido como
"Manifesto Behaviorista", seu texto continha críticas contundentes à introspecção,
método pelo qual pretendia-se estudar cientificamente a mente -- ou a
consciência -- humana. Entre outros motivos, a falta de consenso entre
observadores e a limitada utilidade de seus resultados desencorajaram o
uso do método introspectivo. Se a proposta de se estudar
cientificamente a experiência mental não se sustentava,
caberia à Psicologia adotar o comportamento como objeto de
estudo. As coisas iam bem -- para os behavioristas -- até pouco depois
da metade do século passado, quando a denominada "revolução cognitiva"
resgatou a mente do limbo. A metáfora computacional e o estudo do
cérebro poderiam fundamentar uma nova ciência da mente, e o behaviorismo
passaria a ser retratado como uma doutrina obsoleta.
Mostrando postagens com marcador Cognitivismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Cognitivismo. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 18 de julho de 2013
sábado, 2 de junho de 2012
A promiscuidade paradigmática da neurociência
Fonte original: Círculo da Savassi
Como a neurociência é um campo interdisciplinar, sua pluralidade paradigmática não é coisa de se espantar. Contudo, há paradigmas que parecem ser mais permeáveis ou ajustáveis a mais níveis de análise. Pode-se, por exemplo, encarar os objetos e eventos relacionados ao comportamento, à fisiologia e até mesmo à bioquímica à luz do cognitivismo. O cérebro poderia ser concebido como uma máquina computacional (que computa ou processa informações), sendo a "codificação", o "armazenamento" e a "recuperação" de informações exemplos de alguns de seus processos. Um paradigma abarca não só conceitos e uma teoria, mas também crenças, valores e técnicas particulares. Como venho percebendo, o cognitivismo figura como o paradigma psicológico/comportamental predileto dos neurocientistas. Ainda assim, o mundo das informações parece não ter conseguido abraçar todo o campo das redes neurais, e o linguajar da comunidade neurocientífica procura compensá-lo de outras maneiras.
Como a neurociência é um campo interdisciplinar, sua pluralidade paradigmática não é coisa de se espantar. Contudo, há paradigmas que parecem ser mais permeáveis ou ajustáveis a mais níveis de análise. Pode-se, por exemplo, encarar os objetos e eventos relacionados ao comportamento, à fisiologia e até mesmo à bioquímica à luz do cognitivismo. O cérebro poderia ser concebido como uma máquina computacional (que computa ou processa informações), sendo a "codificação", o "armazenamento" e a "recuperação" de informações exemplos de alguns de seus processos. Um paradigma abarca não só conceitos e uma teoria, mas também crenças, valores e técnicas particulares. Como venho percebendo, o cognitivismo figura como o paradigma psicológico/comportamental predileto dos neurocientistas. Ainda assim, o mundo das informações parece não ter conseguido abraçar todo o campo das redes neurais, e o linguajar da comunidade neurocientífica procura compensá-lo de outras maneiras.
domingo, 22 de abril de 2012
Por que deixei de ser cognitivista
Uma resposta à pergunta "Por que deixei
de ser cognitivista?" deve, ao mesmo tempo, fazer referência a por que me
tornei behaviorista. Embora eu tenha grande apreço por discussões
epistemológicas, o pano de fundo desta retrospectiva será debater duas
hipóteses que explicariam a minha mudança paradigmática, quais sejam:
"Eu deixei o cognitivismo porque eu não o conheço bem" e "Eu deixei o
cognitivismo porque fui socialmente reforçado a fazê-lo". Essas
hipóteses foram aventadas por um amigo cognitivista por quem tenho
apreço e admiração. Parte do que será exposto já foi anteriormente
desenvolvido em um saudável e memorável debate que travamos
virtualmente. Por fim, esta reflexão tem por finalidade comemorar --
porque tenho estado satisfeito com esse novo estilo de vida -- um ano de
prática e elucubrações enquanto behaviorista radical.
Assinar:
Postagens (Atom)
