Há cem anos atrás, John B. Watson (1913/2008) teve seu impactante artigo "A
Psicologia como o behaviorista a vê" publicado. Também conhecido como
"Manifesto Behaviorista", seu texto continha críticas contundentes à introspecção,
método pelo qual pretendia-se estudar cientificamente a mente -- ou a
consciência -- humana. Entre outros motivos, a falta de consenso entre
observadores e a limitada utilidade de seus resultados desencorajaram o
uso do método introspectivo. Se a proposta de se estudar
cientificamente a experiência mental não se sustentava,
caberia à Psicologia adotar o comportamento como objeto de
estudo. As coisas iam bem -- para os behavioristas -- até pouco depois
da metade do século passado, quando a denominada "revolução cognitiva"
resgatou a mente do limbo. A metáfora computacional e o estudo do
cérebro poderiam fundamentar uma nova ciência da mente, e o behaviorismo
passaria a ser retratado como uma doutrina obsoleta.
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quinta-feira, 18 de julho de 2013
terça-feira, 27 de março de 2012
O Eu é uma ilusão?
"Você é uma ilusão" foi a convidativa manchete de
uma revista, a Galileu, que eu encontrei por acaso há alguns dias
atrás. A edição é antiga, de outubro de 2002, mas o assunto
não poderia ser mais atual. A natureza e as dimensões do self, ou de um Eu
que dá luz à consciência, é um daqueles tópicos que encontram muita dificuldade em despertar
consenso na comunidade – sobretudo quando entrelaçamos ciência,
filosofia e religião. Nós existimos enquanto entidades imateriais,
independentes do corpo e espectadoras do mundo? Ou, trazendo os pés para
o chão, não passamos de uma parte especial deste Universo material?
Basicamente, o propósito daquela matéria foi propagar a boa nova de que algumas ideias
budistas sobre o self vêm encontrando respaldo nas ciências da
mente.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Consciência: uma definição
Venho acompanhando alguns fóruns cujo tema é o problema da consciência. Não raro percebo que a variabilidade de acepções para o termo gera discussões descabidas. Afinal, o que é a consciência? "Se precisamos perguntar, nunca iremos saber!", brincam alguns filósofos. Essa premissa parece sugerir que a consciência entremeia todas as mentes normais, que sua existência é evidente mas que descrevê-la assemelha-se a tentar explicar a um cego congênito o que são as cores. Por outro lado, não acho que a experiência consciente seja um fenômeno tão inescrutável assim.
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