Fonte: Bule Voador
No decorrer de uma festa, Amanda e eu discutíamos religião. Como acontece quando o assunto é futebol ou política, ninguém queria dar o braço a torcer. Em um momento propício, contudo, decidi fazer uma revelação: “Depois que me tornei ateu, e isso deve fazer uns cinco ou seis anos, houve um momento singular em que me pus a orar. Eram dias difíceis, cheios de tristeza, angústia e desesperança. Não imaginei nada ou ninguém a recorrer… a não ser Deus.” Ao ouvir isso, Amanda imediatamente esbravejou: “É só o negócio apertar, e então vocês mudam prontamente de ideia! No fundo, no fundo, os ateus crêem em Deus!”.
Tal como acontece com os traços de personalidade e a inteligência, o que nos define ateus, agnósticos ou religiosos é essencialmente a frequência com que nos comportamos de formas tais ou quais. Essa frequência pode oscilar à medida que variam as condições que as mantém, e uma variação razoavelmente aguda ou estável pode, com efeito, fazer com que religiosos e ateus virem temporariamente ao avesso. Nos parágrafos seguintes, tentarei brevemente desenvolver a justificativa que dei à minha colega naquela ocasião.
No decorrer de uma festa, Amanda e eu discutíamos religião. Como acontece quando o assunto é futebol ou política, ninguém queria dar o braço a torcer. Em um momento propício, contudo, decidi fazer uma revelação: “Depois que me tornei ateu, e isso deve fazer uns cinco ou seis anos, houve um momento singular em que me pus a orar. Eram dias difíceis, cheios de tristeza, angústia e desesperança. Não imaginei nada ou ninguém a recorrer… a não ser Deus.” Ao ouvir isso, Amanda imediatamente esbravejou: “É só o negócio apertar, e então vocês mudam prontamente de ideia! No fundo, no fundo, os ateus crêem em Deus!”.
Tal como acontece com os traços de personalidade e a inteligência, o que nos define ateus, agnósticos ou religiosos é essencialmente a frequência com que nos comportamos de formas tais ou quais. Essa frequência pode oscilar à medida que variam as condições que as mantém, e uma variação razoavelmente aguda ou estável pode, com efeito, fazer com que religiosos e ateus virem temporariamente ao avesso. Nos parágrafos seguintes, tentarei brevemente desenvolver a justificativa que dei à minha colega naquela ocasião.
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| Para Freud, a religião é uma ilusão infantil que permite ao homem lidar com o desamparo. |
Dos rótulos
Se Fernanda é frequentemente delicada, simpática e cuidadosa com as palavras, passo a chamá-la amável ou sociável. Se Paulo é regularmente ansioso, impulsivo e emocionalmente instável, poderia chamá-lo neurótico. “Falar com clareza e fluidez”, “raciocinar com lógica”, “identificar relações entre ideias” e “dominar uma área do conhecimento” são alguns comportamentos que definem uma pessoa inteligente (Colom, 2006). “Amabilidade”, “neuroticismo”, “responsabilidade”, “abertura” e “extroversão” são os cinco grandes fatores da personalidade, então avaliados e estudados, ao lado da inteligência, pela psicologia diferencial.
Em um texto que escrevi recentemente, discuti a importância de se chamar inteligentes certas classes de comportamento. Na psicologia, o uso dos rótulos serve comumente para amarrar um conjunto de comportamentos que compartilham certos atributos. Mas há algo além. Se contam-me que Raquel, a palestrante que conhecerei mais tarde, é rigorosa e antipática, passo a ter uma noção razoável do que esperar dela. Diante dessa expectativa, prepararei uma forma adequada de abordá-la, na saída, para falar de um projeto de pesquisa. Uma aproximação alternativa, ou menos meticulosa, poderia ser elaborada caso contassem-me que a palestrante é aberta e agradável. Daí que os rótulos, de forma geral, estão ligados a certas expectativas sobre pessoas, doenças ("Estou atendendo um paciente com transtorno obsessivo-compulsivo"), carros ("Cara, estou pensando em comprar um conversível"), torcidas de futebol ("Os atleticanos são fanáticos") e tudo o mais.
Há alguns dias atrás, contei a um amigo atleticano que eu não tenho acompanhado os jogos do Cruzeiro. Disso decorreu o julgamento de que eu não sou, de fato, cruzeirense. A regra seria: "Torcedor de verdade está com o time tanto nos momentos bons como nos ruins". Eu imagino que, e não só em casos como esse, a questão está em quem formula e divulga a regra. O fanático desportivo, ao comparar o amigo consigo mesmo, poderia julgá-lo como um "torcedor de fachada". No entanto, penso que seja mais apropriado tratarmos a questão em termos de nível e/ou contexto em vez de tudo ou nada ou oito ou oitenta. Isso está de acordo com o fato de que, mesmo não acompanhando o time celeste, meu coração dispara e meus ouvidos tentam captar a mensagem contida em cada grito e buzina que rasgam o céu belo-horizontino em dias de jogo (como aconteceu hoje). Posso não ser apaixonado por futebol, mas a vitória ou a derrota do Cruzeiro conta, ao menos um pouquinho, no balanço do meu humor.
Níveis e frequências
Tal como o torcedor de futebol — cuja audiência televisiva e a força dos gritos podem ser função do lugar em que seu time está na tabela — e o neurótico — cuja preocupação e ansiedade aumentam à medida que se aproxima o dia do exame —, o nível com que uma pessoa é religiosa pode variar conforme as circunstâncias. Se estamos tristes ou felizes, abastados ou miseráveis, saudáveis ou enfermos, seguros ou inseguros — tudo isso é variável que afeta, em alguma medida, o quanto somos, ou melhor, o quanto "estamos religiosos". Experiências de quase morte (EQMs) e curas ou acontecimentos improváveis podem elevar a fé (Mobbs & Watt, 2011). Em um estudo recente, Shenhav e cols. (2011) demonstraram que a exposição prévia a atividades que incitam a intuição ou a reflexão faz variar o nível em que uma pessoa se julga religiosa.
O religioso pode ser avaliado com base na força com que crê e na frequência com que engaja em atividades religiosas. Em um de seus estudos, Nyborg (2009) classificou os religiosos como "dogmáticos" ou "liberais", sendo estes últimos mais flexíveis quanto à interpretação das escrituras bíblicas, menos comprometidos com a doutrina e mais críticos. A crença em Deus pode ser avaliada por escalas de auto-relato, podendo seus itens ir desde "Eu não acredito em Deus" e "Eu não sei se há um Deus e eu não acredito que haja uma forma de descobrir" até "Quando tenho dúvidas ou estou angustiado, eu sinto que acredito em Deus" e "Eu sei que Deus existe e não tenho dúvidas a respeito disso" (Kanazawa, 2010). Pode-se, ainda, avaliar as atividades relacionadas à religiosidade, como quando é requerido a alguém que descreva com que frequência vai à igreja, com que faz orações e com que lê a bíblia ou materiais religiosos (Koenig, Magoe & Iacono, 2008). Há, como vemos, muitas formas de se avaliar o nível de religiosidade de uma pessoa.
Níveis e frequências
Tal como o torcedor de futebol — cuja audiência televisiva e a força dos gritos podem ser função do lugar em que seu time está na tabela — e o neurótico — cuja preocupação e ansiedade aumentam à medida que se aproxima o dia do exame —, o nível com que uma pessoa é religiosa pode variar conforme as circunstâncias. Se estamos tristes ou felizes, abastados ou miseráveis, saudáveis ou enfermos, seguros ou inseguros — tudo isso é variável que afeta, em alguma medida, o quanto somos, ou melhor, o quanto "estamos religiosos". Experiências de quase morte (EQMs) e curas ou acontecimentos improváveis podem elevar a fé (Mobbs & Watt, 2011). Em um estudo recente, Shenhav e cols. (2011) demonstraram que a exposição prévia a atividades que incitam a intuição ou a reflexão faz variar o nível em que uma pessoa se julga religiosa.
O religioso pode ser avaliado com base na força com que crê e na frequência com que engaja em atividades religiosas. Em um de seus estudos, Nyborg (2009) classificou os religiosos como "dogmáticos" ou "liberais", sendo estes últimos mais flexíveis quanto à interpretação das escrituras bíblicas, menos comprometidos com a doutrina e mais críticos. A crença em Deus pode ser avaliada por escalas de auto-relato, podendo seus itens ir desde "Eu não acredito em Deus" e "Eu não sei se há um Deus e eu não acredito que haja uma forma de descobrir" até "Quando tenho dúvidas ou estou angustiado, eu sinto que acredito em Deus" e "Eu sei que Deus existe e não tenho dúvidas a respeito disso" (Kanazawa, 2010). Pode-se, ainda, avaliar as atividades relacionadas à religiosidade, como quando é requerido a alguém que descreva com que frequência vai à igreja, com que faz orações e com que lê a bíblia ou materiais religiosos (Koenig, Magoe & Iacono, 2008). Há, como vemos, muitas formas de se avaliar o nível de religiosidade de uma pessoa.
Dadas as condições necessárias, Anselmo, um jovem simpático e amável, pode se irritar, gritar e até mesmo agredir um colega; contudo, permanecerá tranquilo, sociável e ameno por cerca de, digamos, 90% de todo um ano. Consequentemente, a frequência e a intensidade com que esse jovem emite certos comportamentos fazem valer seus adjetivos. No meu entendimento, o mesmo se aplica a religiosos, agnósticos e ateus. Não duvido que haja ateus que, quando no fundo do poço, firmam o peito e caminham, mesmo que tremulamente, com as próprias pernas — e podem até ser a maioria! Mas uma parte do grupo há de ceder; e outra, um tanto maior, deve lançar um "Será?", mesmo que por alguns segundos, no contexto de certas situações inusitadas (como ao se deparar com coincidências estranhas), atípicas e adversas — um "Será?" que deve render, após passado o pente fino do ceticismo, um riso sutil de quem quase se deixou enganar. A questão é: isso quer dizer que os ateus são, no fundo, teístas? A resposta: é improvável haver religioso que, conversando com seus botões, nunca tenha questionado sua fé. Da mesma forma que isso não significa que as pessoas religiosas são, no fundo, atéias, o mesmo vale para o grupo posicionado no outro extremo.
Talvez não possamos colocar crença e descrença nas pontas de um mesmo continuum, mas o tipo de interpretação (religiosa ou naturalista) que damos a certas situações — ou à vida — parece poder variar em frequência e intensidade. Se frequentemente atribuímos a conquistas, coincidências, ocorrências improváveis e experiências fantásticas o dedo de Deus, somos chamados religiosos. Se frequentemente procuramos explicá-las naturalisticamente ou, quando necessário, as guardamos no berço da dúvida e resistimos a explicações mágicas ou improváveis, somos chamados céticos. Mas o religioso, além de não interpretar todo e qualquer acontecimento à luz de sua doutrina, pode também duvidar e, para várias questões, abraçar o conhecimento científico; e o ateu pode, em ocasiões atípicas, levantar o "Será?" ou mesmo, e virando ao avesso, recorrer a divindades. O ponto é que não existe um núcleo ou uma essência da crença ou da personalidade, ou algo elementar e verdadeiro que sempre esteve escondido, quiçá por mecanismos inconscientes, e que pode ser trazido do fundo à superfície em momentos especiais. O que acontece é que nos comportamos regularmente de uma forma em detrimento de outra, então incompatível, e isso nos faz ateus, agnósticos ou religiosos — ainda que circunstâncias atípicas possam suscitar sensações, pensamentos e práticas atípicos.
E então, Daniel?
Imaginemos que o simpático Paulo, após a festa em que brigou com o colega que dançara com sua namorada, repensou sua conduta, fez uma ligação e pediu perdão. A partir daí, passou a compreender e, com a ajuda de seu terapeuta, controlar seu ciúme. Como resultado, não mais se comportou daquela forma em situações similares. A insegurança, a raiva e a agressão foram substituídas por, digamos, empatia, autoestima e divertimento.
Como ocorreu com Paulo, tive a chance de rever minha breve conversa com Deus e de criar formas alternativas, assaz mais eficazes, de lidar com aquele tipo de adversidade. Tal como podemos perder o filtro da razão em certas circunstâncias — como quando Kaká agrediu um jogador da Costa do Marfim na última Copa do Mundo —, podemos deixar cair o pente fino do ceticismo em momentos de espanto ou desamparo. Mas não façamos disso motivo de vergonha. A maioria de nós foi, desde a tenra infância, incentivada a descrever ou interpretar o mundo de forma mágica ou supersticiosa. Uns quilos de livros científicos e de filosofia e o acúmulo de experiências que modelam o ceticismo podem não ser o suficiente para nos prevenir contra todas as situações imagináveis. O conjunto de comportamentos que define o ser cético vai se adaptando gradativamente às circunstâncias, e ocasionalmente precisa enfrentar, com rivalidade, formas rudimentares de comportamento que foram outrora adquiridas (como o pedir socorro a divindades em certos reveses). E o resultado disso é que, se permeia com vigor e frequência a esfera religiosa, o rótulo ateísta vem a calhar.
A variação da força e da frequência do comportamento mostra-nos que a inteligência, a personalidade, a torcida desportiva e a crença religiosa não são coisas estáveis, imutáveis ou invariáveis. A propósito, tratá-los como coisa não é apropriado. Mais uma vez, esses termos amarram comportamentos que possuem certas características em comum e, assim, fazem-nos ter certas expectativas sobre as pessoas. Mas o que esperar de um ateu, afinal? Mais do que uma pessoa que frequentemente nega a existência de Deus, o ateísmo está ligado a "uma atitude científica que valoriza a evidência e a razão, que rejeita afirmações baseadas somente em autoridade, e que encoraja uma exploração mais profunda do mundo" (Myers, 2011). No entanto, e tal como Ronaldo, o Fenômeno, não perdeu seu trono por ter vez ou outra errado gols que até a vovó Mafalda faria, uma pessoa não deixa de ser atéia por ter, em um momento raro, escorregado no gramado molhado. Se assim fosse, padres, papas e até mesmo Jesus Cristo, se tiver de fato existido, provavelmente seriam ou foram, no fundo, ateus mal-resolvidos. O que está em questão, portanto, é se estamos dispostos a rever o replay dos escorregões e a aprender formas mais adequadas de lidar com as condições atípicas da grama — como ao concluir que já é hora de trocar definitivamente as chuteiras.
Talvez não possamos colocar crença e descrença nas pontas de um mesmo continuum, mas o tipo de interpretação (religiosa ou naturalista) que damos a certas situações — ou à vida — parece poder variar em frequência e intensidade. Se frequentemente atribuímos a conquistas, coincidências, ocorrências improváveis e experiências fantásticas o dedo de Deus, somos chamados religiosos. Se frequentemente procuramos explicá-las naturalisticamente ou, quando necessário, as guardamos no berço da dúvida e resistimos a explicações mágicas ou improváveis, somos chamados céticos. Mas o religioso, além de não interpretar todo e qualquer acontecimento à luz de sua doutrina, pode também duvidar e, para várias questões, abraçar o conhecimento científico; e o ateu pode, em ocasiões atípicas, levantar o "Será?" ou mesmo, e virando ao avesso, recorrer a divindades. O ponto é que não existe um núcleo ou uma essência da crença ou da personalidade, ou algo elementar e verdadeiro que sempre esteve escondido, quiçá por mecanismos inconscientes, e que pode ser trazido do fundo à superfície em momentos especiais. O que acontece é que nos comportamos regularmente de uma forma em detrimento de outra, então incompatível, e isso nos faz ateus, agnósticos ou religiosos — ainda que circunstâncias atípicas possam suscitar sensações, pensamentos e práticas atípicos.
E então, Daniel?
Imaginemos que o simpático Paulo, após a festa em que brigou com o colega que dançara com sua namorada, repensou sua conduta, fez uma ligação e pediu perdão. A partir daí, passou a compreender e, com a ajuda de seu terapeuta, controlar seu ciúme. Como resultado, não mais se comportou daquela forma em situações similares. A insegurança, a raiva e a agressão foram substituídas por, digamos, empatia, autoestima e divertimento.
Como ocorreu com Paulo, tive a chance de rever minha breve conversa com Deus e de criar formas alternativas, assaz mais eficazes, de lidar com aquele tipo de adversidade. Tal como podemos perder o filtro da razão em certas circunstâncias — como quando Kaká agrediu um jogador da Costa do Marfim na última Copa do Mundo —, podemos deixar cair o pente fino do ceticismo em momentos de espanto ou desamparo. Mas não façamos disso motivo de vergonha. A maioria de nós foi, desde a tenra infância, incentivada a descrever ou interpretar o mundo de forma mágica ou supersticiosa. Uns quilos de livros científicos e de filosofia e o acúmulo de experiências que modelam o ceticismo podem não ser o suficiente para nos prevenir contra todas as situações imagináveis. O conjunto de comportamentos que define o ser cético vai se adaptando gradativamente às circunstâncias, e ocasionalmente precisa enfrentar, com rivalidade, formas rudimentares de comportamento que foram outrora adquiridas (como o pedir socorro a divindades em certos reveses). E o resultado disso é que, se permeia com vigor e frequência a esfera religiosa, o rótulo ateísta vem a calhar.
A variação da força e da frequência do comportamento mostra-nos que a inteligência, a personalidade, a torcida desportiva e a crença religiosa não são coisas estáveis, imutáveis ou invariáveis. A propósito, tratá-los como coisa não é apropriado. Mais uma vez, esses termos amarram comportamentos que possuem certas características em comum e, assim, fazem-nos ter certas expectativas sobre as pessoas. Mas o que esperar de um ateu, afinal? Mais do que uma pessoa que frequentemente nega a existência de Deus, o ateísmo está ligado a "uma atitude científica que valoriza a evidência e a razão, que rejeita afirmações baseadas somente em autoridade, e que encoraja uma exploração mais profunda do mundo" (Myers, 2011). No entanto, e tal como Ronaldo, o Fenômeno, não perdeu seu trono por ter vez ou outra errado gols que até a vovó Mafalda faria, uma pessoa não deixa de ser atéia por ter, em um momento raro, escorregado no gramado molhado. Se assim fosse, padres, papas e até mesmo Jesus Cristo, se tiver de fato existido, provavelmente seriam ou foram, no fundo, ateus mal-resolvidos. O que está em questão, portanto, é se estamos dispostos a rever o replay dos escorregões e a aprender formas mais adequadas de lidar com as condições atípicas da grama — como ao concluir que já é hora de trocar definitivamente as chuteiras.
Referências:
Colom, R. (2006) O que é inteligência? Em Flores-Mendoza, C., & Colom, R. Introdução à psicologia das diferenças individuais. Porto Alegre: Artmed.
Kanazawa, S. (2010). Why Liberals and Atheists Are More Intelligent. Social Psychology Quarterly, 73(1), 33-57. doi:10.1177/0190272510361602
Koenig, L. B., McGue, M., Krueger, R. F., & Bouchard, T. J. (2005). Genetic and environmental influences on religiousness: findings for retrospective and current religiousness ratings. Journal of personality, 73(2), 471-88. doi:10.1111/j.1467-6494.2005.00316.x
Mobbs, D., & Watt, C. (2011). There is nothing paranormal about near-death experiences: how neuroscience can explain seeing bright lights, meeting the dead, or being convinced your are one of them. Trends in Cognitive Sciences, 15(10), 447-449. Elsevier Ltd.
Nyborg, H. (2009). The intelligence–religiosity nexus: A representative study of white adolescent Americans. Intelligence, 37(1), 81-93. Elsevier Inc. doi:10.1016/j.intell.2008.08.003
Shenhav, A., Rand, D. G., & Greene, J. D. (2011). Divine intuition: Cognitive style influences belief in God. Journal of experimental psychology. General. doi:10.1037/a0025391


De fato não somos seres estáveis o tempo todo (o que seria muito chato) um dos motivos é que baseamos alguns pensamentos em emoções, que são fisiologicamente muito variáveis.
ResponderExcluirInfelizmente as religiões (incluo aqui o protestantismo) têm mostrado ao mundo Deus como um solucionador de problemas, uma carta na manga para momentos que precisamos de conforto. É esse estereótipo divino que surge como opção quando todas as outras soluções falharam. É essa idéia transcendental e maluca que faz com que o indivíduo tenha conforto em algumas situações difíceis porque existe uma força imbatível sobrenatural que está ali só pra satisfazer o seu bel-prazer. Esta visão corrompe até o mais forte ateu nos momentos de sufoco, afinal, quem não queria isso?
Mas o Deus que pode ser conhecido através das escrituras é totalmente diferente daquele que o senso comum prega.
Meu sonho é que um dia quem diz que acredita em Deus realmente o conheça de fato. Talvez possamos mudar um pouco dessa imagem de Deus que é passada às pessoas.
Ronaldo não perdia gols feitos, isto é fato.
É verdade, cara. Li um texto recentemente que discutia a disputa das igrejas pelos fiéis, e parte dos recursos usados nessa disputa diz respeito a propagandas do tipo "Dia dos Milagres" e "Venha encontrar seu milagre". Na hora do aperto, os fiéis vão pulando de galho em galho, ou de igreja em igreja, atrás de soluções mágicas. A beleza da religiosidade é perdida nesse tipo de comportamento, ainda que este tenha lá suas explicações.
ResponderExcluirObrigado pela participação, Machado. E sobre Ronaldo, não se esqueça de sua última participação, mesmo que puramente honrosa, na seleção brasileira.
Abraço!
O evangelho prega constantemente a auto análize do homem, assim como a sinceridade para com suas respostas. Temer estados de descrença ou de fé impedira que qualquer um de nós tenha novas experiencias, as compreenda e tire algum aproveito disso. Más a inscistencia de associar ateísmo a ciência, e fé a milágres publicitários é enfadgante. Ambas podem ser apenas uma escolha.
ResponderExcluirNo amor não há medo; pelo contrário o perfeito amor expulsa o medo, porque o medo supõe castigo. Aquele que tem medo não está aperfeiçoado no amor. 1 João 4:18
Daniel,
ResponderExcluirAqui é o Jônatas, que postou no blog bule voador.
Só para encerrar o assunto:
Se Deus quiser, o Corinthians será campeão sim do Brasileiro. Vai depender da vontade divina! :-)
ehehehehehe
abraços teístas ;)
E, se Deus quiser, o Cruzeiro não vai ser rebaixado!
ResponderExcluirAbração ateísta!
E se Deus quiser, o SANTOS será campeão mundialKKKKKKKKKKKKKKKK
ResponderExcluirEu estou convencido que pelo menos um terço da população é aquilo que Eric Hoffer chama "verdadeiros crentes". Eles são sociáveis, e são seguidores... são pessoas que se deixam conduzir por outros. Eles procuram por respostas, significado e por iluminação fora de si mesmos.
ResponderExcluirHoffer, que escreveu O VERDADEIRO CRENTE, um clássico em movimentos de massa, diz: "os verdadeiros crentes não estão decididos a apoiar e afagar o seu ego; têm, isto sim, uma ânsia de se livrarem dele. Eles são seguidores, não em virtude de um desejo de auto-aperfeiçoamento, mas porque isto pode satisfazer sua paixão pela auto-renúncia!". Hoffer também diz que os verdadeiros crentes "são eternamente incompletos e eternamente inseguros"!
Em minhas palestras de ensino e de condução de treinamentos, eu tenho esbarrado com isto muitas vezes. Tudo que eu quero fazer é tentar mostrar-lhes que a única coisa a ser buscada é a Verdade interior. Suas respostas pessoais deverão ser encontradas lá, e solitariamente. Eu sempre digo que a base da espiritualidade é a auto-responsabilidade e a auto-evolução, mas muitos dos verdadeiros crentes apenas respondem que eu não possuo espiritualidade, e vão em seguida procurar por alguém que lhes dará o dogma e a estrutura que eles desejam.
Parabéns pelo ótimo blog.
Obrigado pela participação, Michael! Mas fiquei curioso sobre essa "verdade interior". Poderia falar mais a respeito?
ResponderExcluirAbraço!