Antes de ontem (23 de dezembro), no tardar de uma confraternização, convocaram-me para participar de uma discussão informal sobre ceticismo e religiosidade. Uma das debatedoras, que defendia a hipótese da existência de Deus, acusava-nos -- os ateus --, em razão de "negarmos a existência de coisas simplesmente por não podermos senti-las", de prepotentes. Asseverou, ainda, que usamos apenas cerca de 10% do nosso cérebro, e que por isso seríamos ignorantes em relação a uma infinidade de eventos e entidades do mundo -- inclusive a respeito de Deus.