Parece haver um consenso de que
inteligência
é um dos construtos mais polêmicos da psicologia. Mas é também um dos
mais caros, sendo eventualmente considerado como a dimensão psicológica
mais estudada e estabelecida (Flores-Mendoza, 2010). No entanto, se uma
miríade de estudos concebe
status especial à sua medida, então calculada e nomeada
enquanto fator g ou como QI, outros tantos levantam uma série de críticas. A mais popular delas é a de que não existe
a inteligência, mas
as inteligências, sendo Daniel Goleman comum e prontamente lembrado por cunhar o termo
inteligência emocional. Howard Gardner, um pouco menos modesto, levanta a bandeira das
inteligências múltiplas,
e o faz ao postular que cada habilidade específica, como os raciocínios
numérico, espacial e interpessoal, referem-se a inteligências
autônomas, isoladas. Tendo outrora exposto
uma alternativa a esse tipo de tese, quero agora desenvolver algumas considerações sobre uma proposição curiosa: a de que a definição de inteligência deve estar vinculada
à
capacidade de ser feliz.