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terça-feira, 26 de março de 2013

O cérebro e o behaviorismo radical (parte 2)

No primeiro texto desta série, critiquei a alegação de que o modelo behaviorista clássico de explicação do comportamento, a tríplice contingência (estímulo, reposta e consequência [S:R-C]), "coloca o cérebro entre parênteses". Como procurarei novamente demonstrar, é possível considerar a atividade do cérebro em uma contingência de três termos, embora o behaviorista raramente o faça. Mas, afinal de contas, ele deveria fazer isso? Se deveria, e se o modelo SORC não precisa ser adotado, como seria uma "versão neuropsicológica" da tríplice contingência?

O modelo de análise SORC (Haase, 2011) é composto pelo estímulo antecedente (S), as respostas cerebrais (O), o comportamento observável (R) e uma consequência (C).

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Uma alternativa ao internalismo

Em "Breve defesa ao mentalismo", texto que escrevi no ano passado, procurei defender a perspectiva internalista (mentalista e neurocientificista) de explicação do comportamento. Nos últimos meses, contudo, venho reexplorando a proposta de que a atividade da mente, cujo conceito tentei desenvolver outrora, é inegável mas negligenciadamente modelada pelo e dependente do ambiente. Apoiado nos princípios do behaviorismo radical, filosofia arquitetada por B. F. Skinner, tentarei mostrar por que uma explicação legítima do comportamento deve necessariamente ir além das posturas internalistas.