segunda-feira, 30 de maio de 2011

Explicações diferentes podem ser igualmente boas?

Seriam, por exemplo, a Psicanálise, a Análise do Comportamento, a Psicologia Cognitiva e a Psicologia Humanista igualmente eficientes em lidar com o comportamento humano? Alguns de nós somos condescendentes e dizemos que "sim". Outros, que "depende" -- afinal, cada qual lidaria com objetos de estudo específicos e, portanto, trabalharia conforme finalidades dessemelhantes. A própria expressão "lidar com o comportamento", aliás, poderia sugerir o objetivo de apenas uma abordagem (o da Análise do Comportamento) em detrimento do das outras. Mas pode haver uma saída para esse embate. Pedro Henrique Sampaio, analista do comportamento, apresentou-nos na XII Jornada Mineira de Ciência do Comportamento alguns recursos que podem ser usados de forma a encurtar diferenças e facilitar a opção por uma ou outra teoria (não necessariamente do campo da Psicologia). Confira sua exímia exposição nos vídeos abaixo.


sexta-feira, 20 de maio de 2011

Especialize-se em Neurociências pela UFMG

Estão abertas, de 16 a 27 de maio, as inscrições para o exame de seleção referente ao curso de especialização em Neurociências da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Clique aqui para baixar o edital e/ou aqui para obter mais informações.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

Terra fértil para o cultivo de novos neurônios

ResearchBlogging.orgDisseram-me, ainda no início do curso de Psicologia, que nascíamos com o número total de neurônios com que contaríamos por toda a vida (cerca de 100 bilhões) e que, para espanto de alguns, perderíamos algo em torno de 10 a 100 mil células desse tipo diariamente. Desde então, nunca li nada que refutasse esta última afirmação, embora -- felizmente -- eu não possa dizer o mesmo a respeito da primeira. Pois é isto: a neurogênese pós-natal é uma realidade e pode revolucionar a medicina vindoura. A formação hipocampal e a zona subventricular são exemplos de sítios nos quais podem proliferar novas células neuronais. Apesar da popularidade da primeira região -- sobretudo em função de seu envolvimento com a efetivação da aprendizagem --, tratarei das características da zona subventricular.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Determinismo neurobiológico, liberdade e responsabilidade

“O que é ser livre em um corpo formado por relações imutáveis, previsíveis e determinadas?”(1) Fábio Trad, jurista e deputado federal, levantou em uma matéria recente a questão  de se o determinismo neurobiológico ameaça as bases do Direito Penal. Mais especificamente, Trad refletiu -- bem preocupado, devo dizer -- sobre se as explicações neurocientíficas para o comportamento humano são compatíveis com as noções de liberdade e responsabilidade.