Uma resposta à pergunta "Por que deixei
de ser cognitivista?" deve, ao mesmo tempo, fazer referência a por que me
tornei behaviorista. Embora eu tenha grande apreço por discussões
epistemológicas, o pano de fundo desta retrospectiva será debater duas
hipóteses que explicariam a minha mudança paradigmática, quais sejam:
"Eu deixei o cognitivismo porque eu não o conheço bem" e "Eu deixei o
cognitivismo porque fui socialmente reforçado a fazê-lo". Essas
hipóteses foram aventadas por um amigo cognitivista por quem tenho
apreço e admiração. Parte do que será exposto já foi anteriormente
desenvolvido em um saudável e memorável debate que travamos
virtualmente. Por fim, esta reflexão tem por finalidade comemorar --
porque tenho estado satisfeito com esse novo estilo de vida -- um ano de
prática e elucubrações enquanto behaviorista radical.
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domingo, 22 de abril de 2012
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Uma alternativa ao internalismo
Em "Breve defesa ao mentalismo", texto que escrevi no ano passado, procurei defender a perspectiva internalista (mentalista e neurocientificista) de explicação do comportamento. Nos últimos meses, contudo, venho reexplorando a proposta de que a atividade da mente, cujo conceito tentei desenvolver outrora, é inegável mas negligenciadamente modelada pelo e dependente do ambiente. Apoiado nos princípios do behaviorismo radical, filosofia arquitetada por B. F. Skinner, tentarei mostrar por que uma explicação legítima do comportamento deve necessariamente ir além das posturas internalistas.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Breve defesa ao mentalismo
Venho, já há alguns meses, procurando encontrar meios mais claros de apresentar e, quando preciso, defender a perspectiva mentalista de explicação do comportamento. Participar do Círculo da Savassi(1) vem sendo uma experiência estimulante, produtiva e esclarecedora. Sendo a ovelha negra do grupo (um cognitivista cercado de behavioristas), procuro contribuir e, ao mesmo tempo, compreender por que nos diferenciamos -- cognitiva e epistemologicamente. Na última sexta-feira (01/09/10), durante uma aula de "Processos Cognitivos e Comportamentais", creio que pude ligar mais algumas peças do quebra-cabeça.terça-feira, 18 de maio de 2010
Mente: esboçando uma definição
Estamos cursando o segundo módulo da especialização em Neurociências pela UFMG. Com bem menos bioquímica, fisiologia e neuroanatomia, temos estudado as doenças do sistema nervoso sob uma perspectiva mais psiquiátrica, cognitivista e, é claro, psicopatológica. Muitos de nós temos achado esse segmento do curso mais leve -- sobretudo por haver menos termos e processos moleculares intricados para aprender. No entanto, e à medida que lançamos mão de psicologismos para descrever ou explicar doenças, as coisas vão ficando, como diriam alguns colegas, mais abstratas. Termos banais como personalidade, afeto e inteligência podem parecer residir em um universo totalmente à parte do sistema nervoso central. Não obstante os esforços de professores e colegas no sentido de arquitetar pontes entre esses mundos, alguns termos ainda nos escapam entre os dedos. Um deles, talvez o mais popular e abrangente, empacou por alguns minutos o fluxo da nossa última aula. "Afinal de contas, professor", interveio uma colega, "o que vem a ser a mente?"
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